O tipo mais comum de demência, o Alzheimer vem se tornando cada vez mais comum com o envelhecimento da população. A doença, caracterizada pela diminuição lenta e progressiva da função mental do paciente, atinge cerca de 1,2 milhão de pessoas no Brasil e são esperados cerca de 100 mil casos a mais todos os anos.
“Os sintomas geralmente surgem a partir dos 65 anos, o que faz com que a doença seja mais comum em idosos. O Alzheimer acontece com mais frequência em mulheres, e o distúrbio provoca alterações no comportamento do paciente”, explica o neurologista João Carlos Lobato Moraes, da Clínica Censo, no Pará.
O Alzheimer é dividido em três fases: na primeira, o paciente tem falhas de memória e mudanças na personalidade; na segunda, já apresenta dificuldades para realizar atividades simples e coordenar movimentos, além de ter agitação e insônia; na última, o indivíduo mostra resistência para executar tarefas, tem dificuldade para comer e incontinência urinária e fetal.
Sintomas do Alzheimer
- Perda de memória recente.
- Dificuldade de realizar tarefas do cotidiano.
- Trocar objetos de lugar.
- Fazer a mesma pergunta várias vezes.
- Dificuldade para dirigir e encontrar caminhos conhecidos.
- Dificuldade para encontrar palavras que expressem ideias ou sentimentos.
- Irritabilidade, desconfiança injustificada, agressividade, passividade, interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos, e tendência ao isolamento.
O Alzheimer não tem cura, mas o diagnóstico precoce é essencial para dar início a uma série de tratamentos que visam melhorar a qualidade de vida do paciente e diminuir a velocidade de desenvolvimento da doença.
Fazem parte do tratamento a reabilitação cognitiva, terapia ocupacional e controle de comorbidades como pressão alta, colesterol e diabetes.

Como prevenir o Alzheimer?
A dica mais famosa é simples: manter o cérebro ligado e trabalhando. Por isso, atividades que estimulam a função cognitiva, como montar um quebra-cabeça, fazer palavras cruzadas, aprender uma língua nova ou como tocar um instruimento, são recomendadas. Os exercícios evitam a neurodegeneração por aumentar as conexões neurais.
A rotina também importa. “Fazer atividade física, pelo menos 150 minutos por semana, é recomendado. Estimulamos também a dieta mediterrânea, que diminui alimentos com gordura saturada e alto índice glicêmico, associando a alimentação ao consumo de castanhas, azeite, peixe e carnes magras, suco de uva integral ou um cálice de vinho, e frutas, legumes e verduras coloridos”, ensina o médico geriatra Jean Pierre de Alencar, que faz parte do conselho fiscal da Associação Brasileira de Alzheimer Regional São Paulo (ABRAz-SP).