A escala de trabalho 6×1, que implica seis dias de atividade para um de descanso, tem sido alvo de crescentes discussões no cenário nacional, levantando preocupações sobre a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. Setores da sociedade civil e lideranças políticas alertam para os impactos negativos dessa rotina exaustiva, que pode comprometer não apenas o bem-estar físico e mental, mas também a vida familiar e social dos indivíduos.
Segundo o Deputado Distrital e Vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Ricardo Vale, a intensidade da jornada 6×1 se manifesta não como produtividade efetiva, mas como uma fonte de esgotamento. “Quem vive essa rotina sabe o que falta: tempo para a família, para a saúde e para viver. Enquanto alguns falam em lucro, milhões enfrentam exaustão e adoecimento”, afirmou o parlamentar. A declaração ressalta a disparidade entre os interesses econômicos e a realidade enfrentada por uma parcela significativa da força de trabalho, que se vê privada de momentos essenciais para o descanso e a recuperação.
A discussão transcende a esfera individual, projetando-se como um questionamento sobre o modelo de desenvolvimento que o país deseja seguir. A priorização do lucro em detrimento da saúde e da dignidade dos trabalhadores é um ponto central no debate. “O Brasil precisa escolher de que lado está: do modelo que explora ou de quem move o país com o próprio trabalho.
Trabalhar é dignidade. Descansar também. Chega de tratar trabalhador como máquina”, pontua o deputado.A defesa por um equilíbrio entre a jornada de trabalho e o direito ao descanso é fundamental para garantir um ambiente laboral mais humano e produtivo a longo prazo. A busca por alternativas que valorizem a saúde do trabalhador e promovam uma maior qualidade de vida é uma pauta crescente, que exige atenção e ações coordenadas do poder público, empresas e sociedade.