Em quadros de diabetes, o corpo apresenta dificuldades para produzir insulina em níveis adequados ou não a utiliza o suficiente. Como resultado, a doença metabólica provoca um aumento de glicose no sangue, o que pode causar danos mais sérios. Entre as principais consequências, estão: danos aos vasos sanguíneos e nervos, problemas cardiovasculares e cerebrais, além de prejuízos à qualidade de vida.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), mais de 13 milhões de pessoas são diabéticas no Brasil, um número que torna 6,9% da nossa população paciente da condição.
Aos já diagnosticados, o tratamento consiste basicamente em controlar os níveis de glicose no sangue. Na maioria dos casos, os melhores resultados vêm a partir da adoção de hábitos simples e eficazes, como realizar atividades físicas com regularidade e, principalmente, ter uma rotina alimentar equilibrada.
Para quem busca uma dieta saudável, o Metrópoles contou com a ajuda de nutricionistas para separar os cinco melhores alimentos para ajudar a controlar a diabetes.
Cinco melhores alimentos para controlar a diabetes
Vegetais folhosos
Com baixo teor de carboidratos e calorias, vegetais incluindo alface, rúcula, agrião e rúcula são uma boa pedida para quem quer viver em paz com os níveis de glicose no organismo. Os alimentos ainda tem bastante fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, evitando picos glicêmicos no sangue.
“Agrião, alface e rúcula possuem muito pouco açúcar e devem estar presentes na alimentação de quem quer controlar a glicose”, aponta a nutricionista Inarí Ciccone.
Frutas vermelhas
Frutas vermelhas, como mirtilos, framboesas, amoras e, principalmente, morangos, são opções de baixo índice glicêmico e com muitas fibras, dificultando os picos de açúcar no sangue.
“O morango possui baixo índice glicêmico e contém poucas calorias, o que é ideal para pessoas que precisam fazer controle do peso corporal”, afirma a nutricionista Renata Guirau, consultora do Oba Hortifruti.
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O diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada
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O diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas
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A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
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Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
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O diabetes pode ser dividido em três principais tipos. O tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
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Já o diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta
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O diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má-formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros
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Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento
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É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença
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Os sintomas do diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco
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Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções
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O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (diabetes)
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Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle
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Quando o diabetes não é tratado devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão
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Aveia
Através da beta-glucana, uma fibra solúvel encontrada no grão, a ingestão da aveia cria um gel viscoso no sistema digestório, retardando o processo de transformar os carboidratos em açúcar no organismo. Isso evita picos de glicose.
Peixes
Além de estabilizar os níveis de glicose no sangue, o consumo de peixes é uma boa alternativa para reduzir inflamações e melhorar a saúde cardiovascular. Eles tem baixo índice glicêmico baixo e ainda têm valor nutricional elevado.
Feijão
Uma leguminosa com bons nutrientes e que faz a digestão ser mais lenta, o feijão é considerado um “superalimento” para os diabéticos. Além de manter os níveis de açúcar no sangue adequados, o alimento torna o risco de picos de glicemia e insulina menor.