
Por Denise Oliveira.
O Distrito Federal deu um passo decisivo para se tornar protagonista na nova economia do hidrogênio de baixo carbono no Brasil. Em dezembro de 2025, foi concluído o marco legal que institui a Política Distrital de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, consolidando uma agenda estratégica voltada ao desenvolvimento sustentável, à inovação e à geração de empregos de qualidade.
A Lei nº 7.839/2025, de autoria do deputado Rogério Morro da Cruz, atualizou a Lei nº 7.404/2024, também de sua autoria, criando as bases para a implantação de uma política moderna e alinhada às tendências globais de transição energética. O avanço foi complementado pelo Decreto nº 48.103/2025, editado pelo governador Ibaneis Rocha, que regulamentou a política e deu segurança jurídica para a atração de investimentos.
Com o marco legal estruturado, o foco agora é transformar a política pública em resultados concretos para a população.
“Agora chegou a hora da política sair do papel e gerar emprego, renda e oportunidades. Precisamos preparar a nossa gente para ocupar os postos de trabalho que esse novo mercado vai criar”, afirmou o parlamentar.
Formação de mão de obra qualificada
Com esse objetivo, o deputado protocolou uma série de iniciativas estratégicas junto a instituições de ensino e formação profissional:
- Ofício nº 1782 – Universidade de Brasília (UnB): solicitação para criação de uma especialização em Regulação Energética e Hidrogênio, voltada à formação de técnicos e gestores capazes de regular e administrar projetos do setor.
- Ofício nº 1783 – Instituto Federal de Brasília (IFB): प्रस्ताव para criação de curso técnico (FIC) em Sistemas de Hidrogênio, visando atender à futura demanda por profissionais operacionais qualificados.
- Ofício nº 1786 – SENAC: pedido de oferta de cursos de qualificação profissional na área de hidrogênio de baixa emissão de carbono.
A proposta é estruturar, desde já, uma cadeia de formação que permita ao DF liderar esse novo mercado.
Um mercado bilionário em expansão
Os números reforçam o potencial estratégico do setor:
- 📊 6,4 milhões de empregos podem ser gerados no Brasil até 2030, segundo estudo da McKinsey;
- 💰 O mercado global de hidrogênio deve movimentar US$ 2,5 trilhões até 2050;
- 🌍 Países da Europa e economias centrais não conseguirão produzir internamente todo o hidrogênio de que precisarão.
Nesse cenário, o Distrito Federal surge como candidato natural a polo produtor, tecnológico e regulatório.
“O DF pode ser protagonista nessa revolução energética, desde que prepare sua gente para o futuro. É assim que transformamos política pública em desenvolvimento real”, concluiu Rogério Morro da Cruz.